João, 7 anos. Cáuboi, guerreiro, as vezes o índio. Bravo, forte, casado com mais de uma mulher (que aliás era lindíssima). E ele, como o bravo homem que era, foi caçar. Levou seu chapéu de cáuboi, que tinha ganho no seu último aniversário de sua mãe e a arma de pressão que tinha ganho de seu pai - foi caçar galinhas.
Naquele mato alto, escuro e sombrio, só existia João. E ele estava se sentindo completamente só e vazio, seus olhos se expremiam para enxergar melhor suas presas. O vento soprava, dançando pesado pelo seu corpo e arrepiando o cáuboi-guerreiro-índio. O vento uivando em sua nuca tentava assusta-lo com histórias de caça em seus ouvidos, histórias de morte e sangue. "Mas sou guerreiro, sou forte e não posso temer nada. Quem teme é porque não é tão homem quanto eu. E nenhum vento ou mato irá me fazer desistir da minha caça!". Até que uma súbita vontade mijar apossou-se do seu ser. Tinha que mijar e visou uma árvore que se encontrava por lá perto. Aproximou-se e colocou-o pra fora, quando viu um cachorro. Era Big, o cachorro que ficava no sítio vizinho. Aquele cachorro alí, dormindo tranquilo embaixo daquela árvore, dormindo um sono gostoso da tarde. Resolveu mijar nele. Sei lá, João queria mijar no cachorro. Jogou urina o bastante para que o boxer acordasse raivoso e o ataca-se.
Quando, chorando e sangrando por sua fofa nádega direita, chegou na casa do sítio, o acodiram. Mas todos ficaram do lado do cachorro. Porque, aliás, quem é o idiota que vai querer mijar em cima de um boxer quando se tem sete anos?
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Me identifico com esse personagem, que aliás poderia ter saído de uma música do Chico Buarque. Ele só queria dar uma mijadinha em cima do cachorro depois de uma tarde difícil de caçada, qual o problema nisso?
ResponderExcluirIUHSIUHASIHUAS, eu ri. Bichinho.
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